O programa notícias do Parque Da Juventude, exibiu nesta terça-feira (20), uma reportagem sobre o caso da Lia Thomas.
Por Redação do pj | São Paulo, Brasil | 20/09/2022
Quem é Lia Thomas?
Nascida em Austin, Texas em 1999. Ela é uma nadadora habilidosa que tem 22 anos. Lia Thomas se tornou a primeira atleta abertamente transgênero a ganhar o maior troféu da América em esportes universitários quando nadou até a vitória na corrida feminina de 500 jardas (457 metros) livre.
Lia Thomas, ganhou o primeiro lugar no campeonato de natação da primeira divisão da National Collegiate Athletic Association (NCAA), sua última competição como atleta universitária. Atualmente compete no time feminino de natação no qual ela ganhou, ficando em primeiro lugar, já anteriormente, competindo no masculino, ficou na posição 462, entre 500 nadadores.
Após inúmeras competições a qual ela ganhou no time feminino recebeu inúmeras críticas nas redes sociais contra a participação de Lia entre as mulheres, inclusive uma treinadora de atletas expôs sua opinião nas redes.
“Bem, é claro que os recordes das mulheres estão sendo quebrados! Lia competiu como homem durante os primeiros três anos na #NCAA. Isso não está certo! Precisamos voltar para os #EsportesBaseadosemSexo! #SexoNãoGênero para preservar a justiça para as atletas do sexo feminino”, disse uma treinadora de atletas.
Além das outras competidoras, a torcida também se manifestou contra a campeã. Algumas pessoas levantaram cartazes com mensagens como “salvem o esporte feminino” e “apoiem um esporte justo para homens e mulheres”. Poucas delas aplaudiram quando Lia Thomas foi anunciada campeã das competições.

De acordo com as regras da NCAA, Lia está apta a competir pela categoria feminina, já que cumpriu o período de um ano de tratamento de supressão de testosterona. Ela, que defende a Universidade da Pensilvânia, já jogou por três anos na equipe masculina, antes de iniciar sua transição de gênero.
O que diz Lia Thomas?
Sobre a polêmica, Lia disse que tenta ignorar o máximo que consegue. “Tento focar na minha natação, no que preciso fazer para estar pronta para as provas. Apenas tento bloquear todo o resto. Significa o mundo para mim estar aqui”, disse em entrevista. Lia Thomas quebrou o silêncio e rebateu as críticas que recebe por supostamente “tirar vantagem” da condição de mulher trans e disse que sonha em disputar uma Olimpíada.
“As pessoas trans não fazem a transição pensando na parte atlética. Fazemos a transição para sermos felizes, autênticos e verdadeiros. Fazer a transição para obter uma vantagem não é algo que influencia nossas decisões”, afirmou Lia Thomas.
A NCAA tem, há dez anos, regras que permitem que mulheres trans compitam desde que passem por tratamento hormonal, em regras semelhantes às das Olimpíadas. Mas, até aqui, nenhuma mulher trans tinha se destacado nas competições no nível alcançado por Lia. E quando ela passou a competir em mesmo nível técnico de mulheres cis, seu direito de participar passou a ser questionado. Sobretudo, ela continua sendo alvo de muitas críticas em relação a sua permanência na equipe feminina.

“Mulheres trans que competem em esportes femininos não ameaçam os esportes femininos como um todo. Mulheres trans são uma minoria muito pequena de todos os atletas. As regras da NCAA sobre mulheres trans que competem em esportes femininos existem há mais de dez anos. E não vimos nenhuma onda maciça de mulheres trans dominando” retrucou Lia Thomas.
A eventual participação de Lia na seletiva olímpica em 2024, porém, já nasce cercada de polêmicas. Na esteira das discussões sobre a elegibilidade dela, no começo deste ano, a USA Swimming criou regras rígidas para a participação de mulheres trans em torneios de “elite”, no que se encaixaria a seletiva. A entidade passou a exibir um limite e 5nmol/L de testosterona (na Olimpíada o limite é 10) e um tratamento contínuo por 36 meses (na Olimpíada são 12). Além disso, criou um painel com três especialistas que vai avaliar caso a caso, dizendo se um atleta pode ou não participar dos eventos. O modelo tem sido criticado por grupos que defendem o direito de atletas trans competirem, que apontam que os critérios foram desenhados para barrar Lia.
O caso Lia Thomas realizará um tribunal judicial entre os dias 03,04 e 05 de outubro na ETEC Parque Da Juventude. Não percam fiquem sempre informados e acompanhem tudo pelo https://noticiasdopj.code.blog/. E pelo @etecpjoficial
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17 respostas
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Jovens se importando com causas sociais do mundo inteiro me deixa com o coração esperançoso e leve que teremos uma boa geração de adultos! Parabéns a todos os envolvidos, nota 10!
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